quarta-feira, 4 de outubro de 2006

O toque de amizade

A magia do toque esconde-se envolta em contradições e paradoxos e necessita de um determinado estado de alma para desabrochar, é uma dádiva acanhada e no entanto capaz de reforçar laços de amizade entre os homens, tal a grandeza da sua substância, é perfumar uma relação seja ela qual for, é uma coragem subtil e terna que tem por irmão o abraço quente e franco.
Pousar a mão no ombro de um amigo, segurar a mão de uma mulher num gesto de amizade no meio de uma conversa, afagar o cabelo de um irmão em sinal de carinho, tudo sem exageros, sem culpas nem vergonhas, sem segundas ou terceiras intenções, apenas pelo puro prazer do toque, pelo sentir e fazer-se sentir, pela riqueza e pelo calor que essa aproximação proporciona e que normalmente seguramos com rédea curta; tudo isto são acções dignas de homens e mulheres de letra maiúscula, pessoas confiantes que não sendo jardineiros, possuem no entanto estes jardins ou canteiros, onde sem terra, sem enxada, sem água, sem nada, florescem rebentos sadios e sedentos de dar e receber, tão puros e tão sinceros como os nobres sentimentos.

3 Comentários:

Anonymous barbara disse...

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20:03  
Anonymous barbara disse...

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20:06  
Anonymous Anna disse...

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07:44  

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